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Coletores de resíduos em corredor do CTISM. Coleta seletiva passa por reestruturação.

O projeto Coleta Seletiva no CTISM realiza, há algumas semanas, uma reorganização da estrutura de captação dos resíduos gerados no colégio. As ações envolvem a substituição de lixeiras (coletores) e a colocação de novas, a instalação de mais recipientes para o descarte de resíduos eletroeletrônicos e de pilhas e baterias. Serão colocados também, na entrada dos prédios, recipientes para coleta de “bitucas” de cigarro.

O projeto tem a intenção de colocar em todas as salas e corredores coletores diferentes para resíduos recicláveis e rejeitos. Os responsáveis pelo projeto orientam que, nos coletores de rejeitos, sejam depositados resíduos como chicletes, adesivos, guardanapos e lenços de papel, restos de madeira, materiais escolares e papéis especiais como celofane, papel metalizado e papel plastificado, entre outros.

Resíduos orgânicos em geral também devem ser depositados nas lixeiras de rejeitos, de acordo com as instruções do projeto. A situação dos resíduos orgânicos é provisória e deve se manter até que seja disponibilizada estrutura adequada para seu descarte, segundo os responsáveis.

A Coleta Seletiva no CTISM foi implantada em dezembro de 2015 em parceria com a Complana (Comissão de Planejamento Ambiental da UFSM) e a Proinfra (Pró-Reitoria de Infraestrutura). O projeto é coordenado pelas professoras do CTISM Josiane Pacheco Menezes e Rosamari Piaia e conta com o auxílio dos docentes Everton Behr, do CCR (Centro de Ciências Rurais), e Marilise Krügel, do CT (Centro de Tecnologia), do engenheiro químico Upiragibe Vinicius Pinheiro, da Proinfra, e do bolsista Yamil Salomón, do curso de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFSM.

As funcionárias da Sulclean responsáveis pela limpeza do CTISM têm o papel de levar os resíduos dos coletores até os contêineres – os recicláveis são captados por associações de reciclagem. Para isso, o projeto realizou capacitações para orientar as funcionárias sobre o manejo adequado dos resíduos.

As associações de reciclagem que recebem os resíduos são habilitadas pelo projeto Coleta Seletiva Solidária da UFSM. Elas não captam só os resíduos do CTISM, mas de toda a Universidade. Os grupos habilitados são a Associação dos Selecionadores de Materiais Recicláveis (Asmar), a Associação de Recicladores Pôr do Sol (ARPS), a Associação de Reciclagem de Lixo Esperança (Arsele) e a Associação Noêmia Lazzarini. As associações se revezam semanalmente no recolhimento dos resíduos. Um caminhão do UFSM transporta os resíduos até as associações.

Apesar de a UFSM contar com a Coleta Seletiva Solidária, o CTISM é a única unidade que desenvolveu um projeto próprio de coleta seletiva. 

Entre as vantagens da reciclagem dos resíduos – possibilitada pela coleta seletiva – estão evitar a contaminação do solo e da água causados pelo acúmulo de lixo, preservar os recursos naturais por meio da reutilização de matérias-primas e redução da quantidade de resíduos nos aterros sanitários. A professora Josiane Pacheco Menezes destaca ainda que a separação correta dos resíduos na UFSM, além de ter efeitos econômicos e ambientais, beneficia as cerca de 40 famílias de baixa renda que dependem do trabalho nas associações de coleta seletiva.

 

por Rossano Villagrán Dias

foto Rossano Villagrán Dias